quinta-feira, 11 de agosto de 2016

SER MAGRA OU GORDA NEM SEMPRE É UMA DOENÇA

SER MAGRA OU GORDA NEM SEMPRE É UMA DOENÇA

Dai-me a gordura que te darei a formosura, assim diziam nossos avôs. Era a época em que a felicidade e até o sucesso pessoal de alguém podiam ser medidos pela sua corpulência. Nesta época a gordura era sinônimo de riqueza, e a magreza era sinal de pobreza e de doença. Em tempos idos: A Olympia de Manet, As Madonas Italianas, a formosa Gioconda eram símbolos de beleza. 

A própria Venus de Milo que hoje vestida, seria recusada como manequim, era na época um exemplo de beleza invejável e muito imitado. Os pintores então pintavam com seus bustos opulentos, suas formas roliças e exuberantes era objeto de inveja de todas as mulheres. Era esse o supremo objetivo a ser atingido se quisesse ser imortalizada nos quadros, nas estatuas, nos versos e prosas. Ou simplesmente ser amada e admirada. 

Se olharmos para os quadros caríssimos que trazem as belezas rechonchudas de Rubens, ou as louras opulentas de Renoir, hoje em dia, estariam se submetendo a rigorosos regimes para emagrecer, pois o que constituía o seu chame e um dos seus triunfos mais poderosos, na vida e no amor, seria apenas, segundo os cânones atuais, a obesidade. Porque existe agora esta obsessão do medo de engordar? Ou a idéia fixa de emagrecer? 

O tratamento da obesidade virou uma corrida para a perda, ou em busca, do peso ideal, ora, porque os maridos ou esposas tem se comportado estranhamente e às vezes até insinua certas palavras grosseiras, chamando de gorda (o) ou magrela (o), mas preste atenção é leviandade tentar perder peso ou tentar engordar por que alguém te acha gorda (o) ou magra (o) ou mesmo por que sua amiga (o) fez e deu resultado ou acreditou demais nas propagandas dos veículos de comunicação que muitas das vezes oferecem verdadeiros milagres com tratamentos incertos e que podem inclusive acarretar graves danos a saúde. Nunca é demais lembrar que cada um deve ter bom-senso, se a pessoa se ama a si mesmo, este é o primeiro sinal da cura do tratamento, e acima de tudo não se esqueça, de que a gordura ou a magreza excessiva podem ser um sinal de desequilíbrio orgânico que sempre deverá ser tratado sob orientação de um profissional competente. 

Na adolescência, ou em qualquer idade, a obesidade representa essencialmente um desequilíbrio entre o que o individuo ingere, tem-se uma quota energética que os alimentos levam ao organismo, uma quantidade exata que ele gasta. Se o adolescente tem uma vida sedentária e come mais do que o seu organismo gasta, é natural que esse excesso de alimento se converta em gordura. Porém se ele tem uma vida onde pratica esporte e leva sua vida com intensidade, sua alimentação deverá ser proporcional ao seu desgaste. Entre os anos 13 e 15, sua alimentação deve ter maiores cuidados para que O não venha ocorrer uma obesidade ou uma magreza excessiva. Sua alimentação deve ser estudada por um especialista e orientada em função da sua quantidade e qualidade. 

A grande onda de obesidade pode ter origens diversas, que cabe ao médico especialista descobrir, mas de antemão, geralmente, está ligada a própria puberdade, coincidindo com o desenvolvimento do seu organismo e tomando, algumas vezes alguns cuidados alimentar as proporções alarmantes (da obesidade ou magreza) pode ser combatido. 

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